Fork me on GitHub

Keep Learning Conhecimento nunca é o bastante




Me recomende

Flickr
Ver todas »
Amsterdam - Oude KerkAmsterdam - Oude KerkAmsterdamAmsterdamAmsterdam - St. NicolaaskerkAmsterdam - Royal PalaceAmsterdam - Oude KerkAmsterdam - Oude Kerk

Sobre investimentos, startups, limitações e tudo mais – em um parágrafo

“This is one of the reasons I encourage entrepreneurs to bootstrap instead of taking outside money. On day one, a bootstrapped company sets out to make money. They have no choice, really. On day one a funded company sets out to spend money. They hire, they buy, they invest, they spend. Making money isn’t important yet. They practice spending, not making.”

– Jason Fried (37signals) em “Making money takes practice like playing the piano takes practice

Escrevi dois posts para, no fim das contas, não conseguir expressar a mensagem. Minha falha foi tentar explicar demais o raciocínio ao invés de simplesmente expressar a conclusão (e ainda causei alguns acidentes no caminho). Pronto, através das palavras do Jason Fried, está aí tudo que eu quis dizer sobre o tema.

PS: Sim, os dois posts anteriores foram para o limbo. Como em todo processo criativo iterativo, as tentativas fracassadas podem ser descartadas. :)


O ActiveSupport mexeu no seu logger? Recupere a formatação original!

Recentemente estava escrevendo um script de manutenção utilizando o logger padrão do Ruby e tudo estava indo muito bem. A formatação padrão do logger oferece uma boa quantidade de informação, com timestamp, id do processo, nível da mensagem (erro, informação etc), como na imagem abaixo:

Formatação padrão do logger

Formatação padrão do logger

Pouco depois, resolvi utilizar o ActiveRecord (que carrega junto o ActiveSupport) no script. Feito isso, o output do logger mudou para:

Formatação com ActiveSupport

Formatação com ActiveSupport

Isso não é bom. Pesquisei um pouco e descobri que o ActiveSupport modifica a formatação padrão utilizando uma classe chamada SimpleFormatter ao invés da classe Formatter padrão do logger.

Desta forma, recuperar a formatação original é simples, basta modificar o formater utilizado pela sua instância do logger:

log = Logger.new(STDOUT)
log.datetime_format = "%d-%m-%Y %H:%M:%S"
 
# Recuperando a formatação original
log.formatter = Logger::Formatter.new

Também é possível alterar o formatter padrão na classe Logger. Dessa forma todas as instâncias utilizarão o formato padrão:

# Fazer isso após carregar o ActiveSupport para reverter a alteração do formatter
class Logger
  def formatter
    @formatter = Formatter.new
  end
end

Utilizando rack-debug para debugging com Passenger

Desenvolver aplicações Rails utilizando o Phusion Passenger (principalmente no Mac OS X com o Passenger preference pane) é muito prático. Porém, uma coisa que logo senti falta foi a possibilidade de utilizar a gem ruby-debug quando precisava de breakpoints para debuggar o código.

Uma maneira de conseguir isso é através da gem/plugin rack-debug. Para utilizá-la, segui os passos abaixo.

1. Instalação

 $ script/plugin install git://github.com/ddollar/rack-debug.git
 
 # config/environments/development.rb
 config.middleware.use "Rack::Debug"

2. Chamar o debugger onde necessário:

  def create
    @status = current_user.statuses.create(params[:status])
    debugger
    if @status.valid?
...

3. Conectar-se ao debugger

 # No diretório da aplicação, chamar a task rake
 $ rake debug
 Connected.

4. Ao executar a linha onde o debugger foi chamado, a aplicação para e você tem acesso ao console do debugger

 (rdb:1) p @status
 #<Status id: 231, text: "Testing rack-debug", user_id: 4, ...>

Pronto. Happy debugging! :)

Update: ao chamar a task rake, pode ocorrer um erro com a mensagem “Server is not running or Passenger has spooled down”. Neste caso, reinicie o Apache e tudo deve funcionar normalmente.


Seu chefe é incompetente? A ciência explica!

Pesquisas feitas na Universidade de Catania, na Itália, mostram que, quanto mais promoções, mais incompetente é o profissional. A pesquisa foi feita a partir do chamado Princípio de Peter, formulado pelo psicólogo canadense Laurence J. Peter, com a seguinte frase (original, em inglês): “Every new member in a hierarchical organization climbs the hierarchy until he/she reaches his/her level of maximum incompetence”.

A explicação é simples: no sistema de promoção por mérito, pessoas muito boas em dada especialidade são promovidas para outras áreas, para as quais podem ser menos aptas (claro, isso só ocorre quando a promoção leva o profissional a uma área em que suas habilidades atuais não são fundamentais). Dessa forma, cair nas garras do Princípio de Peter torna-se inevitável, levando a empresa a uma perda geral de eficiência ao longo do tempo.

A solução, segundo os cientistas, é reservar 50% das promoções para os piores profissionais da empresa – a chance de que eles “se encontrem” nos cargos aos quais são promovidos é muito maior.

Que desenvolvedor de software nunca topou com esse tipo de problema? Aquele cara, ótimo desenvolvedor, acaba sendo promovido à gerente (e aceita, seja pela grana, pelo status ou por falta de opção) e é simplesmente um zero à esquerda na função. É claro que isso acontece em qualquer área, mas é nesta em que eu tenho experiência.

Podemos tirar duas lições disso:

  • Se, por ser um ótimo desenvolvedor, você for agraciado com uma promoção para outra área, pense duas vezes antes de aceitar – isso pode significar o fim da sua carreira como profissional competente. Se a empresa não lhe der opção (é bem comum que só se consiga um aumento aceitando uma promoção-bomba dessas), procure outro lugar – quando você realmente é competente, escolhas não faltam.
  • Se você se tornar um empreendedor, primeiro busque ajuda especializada caso não se sinta à vontade com as tarefas necessárias nesse seu “novo cargo”. Você pode ser um ótimo designer com uma ótima ideia, mas isso não quer dizer que será um bom empresário. Além disso, pense bem na política de promoção que vai utilizar se a empresa for bem sucedida. Um exemplo: pode ser muito mais satisfatório recompensar os bons funcionários com melhorias salariais do que promovê-los a cargos para os quais eles não possuem aptidão.

Cuidado com o DRY nos seus testes

Don’t Repeat Yourself é um dos princípios de desenvolvimento de software mais “badalados” nos últimos tempos. O problema é que, como tudo que se torna popular, isso acaba sendo abusado. Numa tentativa de criar código limpo é comum criar código difícil de entender. Isso afeta principalmente os testes.

Testes devem ser extremamente legíveis. Não deve existir sobrecarga cognitiva, isto é, não deve ser necessário entender o código do teste para então entender o comportamento que ele especifica – isso deve ficar claro rapidamente. Exemplos de sobrecarga são a necessidade de “ficar pulando” entre vários arquivos ou “descriptografando” lógica mágica para entender o código do teste.

É fácil, então, identificar dois tipos de recursos que podem causar problemas no entendimento dos testes – há uma tênue linha separando o bom e o mal uso deles: macros e “magia negra” em forma de código Ruby.

Macros devem ser utilizadas com muito cuidado. É interessante utilizar macros que encapsulam código simples para economizar tempo na criação dos testes, como essa macro para especificar ações autenticadas com o Authlogic:

def login_as(user)
  activate_authlogic   #this is from Authlogic::TestCase
  UserSession.create({:email => user.email, :password => user.password})
end

Macros com muito código ou que utilizam outras macros devem ser evitadas.

Um problema provavelmente mais grave é a utlização de algumas técnicas de “magia negra” no código. Aquela técnica super obscura e bacana envolvendo o Enumerable que você viu num blog esses dias não deve ser usada nos testes (nem na lógica de negócios, na minha opinião): foque sempre nos idiomas comuns da linguagem. Por simples falha da minha memória agora, segue um exemplo bobo, mas válido:

# truque menos conhecido
%w(this is a test) * ", "    #=> "this, is, a, test"
 
# idioma comum
%w(this is a test).join(", ")    #=> "this, is, a, test"

Os testes, quando usados corretamente, também são a porta de entrada de novos desenvolvedores ao código já existente na aplicação. Pode ser que sua equipe seja formada por Rubistas experientes que conheçam todos os truques envolvidos, mas a adaptação de um profissional com menos experiência na linguagem pode ser muito facilitada por testes com código simples e altamente legível, mesmo que isso “custe” alguma repetição ou uso de construções mais comuns.

A conclusão é: em todo seu código e principalmente nos testes, evite o uso de macros que escondem muito código ou lógica relevante ao comportamento especificado e também prefira idiomas comuns, mesmo que você saiba técnicas “ninja” da linguagem.


← Anterior Próxima →